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	<title>Carreira &#8211; SAB Comunicar</title>
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	<description>Consultoria de comunicação</description>
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	<title>Carreira &#8211; SAB Comunicar</title>
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	<item>
		<title>8 perguntas sobre computadores e seres humanos</title>
		<link>https://sabcomunicar.pt/computadores-seres-humanos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Almeida Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 13:34:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira]]></category>
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					<description><![CDATA[A 4.ª Revolução Industrial vai acontecer quando “começarmos a falar com computadores como falamos com pessoas”.Para Arlindo Oliveira, os computadores vão passar a tratar de partes da nossa vida por nós, como fazer compras ou arrumar a casa.Mas não é só isso. O investigador acredita que as emoções também poderão vir a ser um desenvolvimento [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p id="a-4-revolucao-industrial-vai-acontecer-quando-comecarmos-a-falar-com-computadores-como-falamos-com-pessoas-e-os-computadores-comecarem-a-tratar-de-partes-da-nossa-vida-por-nos-como-fazer-as-compras-arrumar-a-casa-mas-nao-e-so-diz-o-professor-arlindo-oliveira-tambem-as-emocoes-vao-acabar-por-ser-um-desenvolvimento-natural-dos-sistemas-computacionais"><strong>A 4.ª Revolução Industrial vai acontecer quando “começarmos a falar com computadores como falamos com pessoas”.</strong><br><strong>Para Arlindo Oliveira, os computadores vão passar a tratar de partes da nossa vida por nós, como fazer compras ou arrumar a casa.</strong><br><strong>Mas não é só isso. O investigador acredita que as emoções também poderão vir a ser um desenvolvimento natural dos sistemas computacionais.</strong></p>



<div style="height:40px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-rank-math-toc-block" id="rank-math-toc"><h3>Neste artigo</h3><nav><ul><li class=""><a href="#o-que-tem-os-computadores-as-celulas-e-os-robos-em-comum">O que têm os computadores, as células e os robôs em comum? </a></li><li class=""><a href="#como-sera-essa-4-revolucao-industrial">Como será essa 4ª Revolução Industrial?</a></li><li class=""><a href="#que-exemplos-ve-da-tecnologia-a-suportar-a-evolucao-da-humanidade-para-o-proximo-estagio">Que exemplos vê da tecnologia a suportar a evolução da humanidade para o próximo estágio? </a></li><li class=""><a href="#qual-e-o-papel-das-emocoes">Qual é o papel das emoções? </a></li><li class=""><a href="#e-podem-existir-nestes-sistemas-computacionais">E podem existir nestes sistemas computacionais? </a></li><li class=""><a href="#como-e-que-serao-programadas">Como é que serão programadas? </a></li><li class=""><a href="#seremos-parceiros-ou-rivais-dos-sistemas-computacionais">Seremos parceiros ou rivais dos sistemas computacionais? </a></li><li class=""><a href="#que-exemplos-ve-desse-alinhamento-de-objetivos">Que exemplos vê desse alinhamento de objetivos? </a></li><li class=""><a href="#porque-este-tema-interessa-as-empresas">Por que este tema interessa às empresas?</a></li></ul></nav></div>



<p></p>



<p>No contexto da 4ª Revolução Industrial, a diversão, o ensino e o próprio trabalho serão completamente diferentes, diz o autor do livro&nbsp;<a href="https://istpress.tecnico.ulisboa.pt/produto/mentes-digitais-a-ciencia-redefinindo-a-humanidade/" data-type="link" data-id="https://istpress.tecnico.ulisboa.pt/produto/mentes-digitais-a-ciencia-redefinindo-a-humanidade/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mentes Digitais: A Ciência Redefinindo a Humanidade</a>. Uma realidade, afirma <a href="https://web.tecnico.ulisboa.pt/arlindo.oliveira/" target="_blank" data-type="link" data-id="https://web.tecnico.ulisboa.pt/arlindo.oliveira/" rel="noreferrer noopener">Arlindo Oliveira</a>, para a qual as pequenas empresas estão mais bem preparadas do que as grandes e onde vai ser necessário fazer uma grande <a href="https://sabcomunicar.pt/empresas/" data-type="page" data-id="28">aposta na formação</a>.</p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-center"><em>&#8220;As emoções vão acabar por ser um desenvolvimento natural dos sistemas computacionais e haverá sistemas com emoções&#8221;,&nbsp;diz Arlindo Oliveira.</em></p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size" id="o-que-tem-os-computadores-as-celulas-e-os-robos-em-comum">O que têm os computadores, as células e os robôs em comum?&nbsp;</h2>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Toda a complexidade que existe no mundo atual veio, durante milhões de anos, puramente dos sistemas biológicos e das células. <br>O mundo que vemos agora tem cerca de 200 anos e seria completamente estranho para uma pessoa que tivesse vivido há 500 anos. Carros, televisões, aviões e telefones seriam difíceis de imaginar. <br>Estamos habituados à realidade criada pela revolução industrial. A 3.ª Revolução Industrial trouxe computadores, informática, telemóveis e novas formas de interagir com o mundo.<br>A 4.ª Revolução Industrial será o momento em que os computadores começarem a comportar-se de forma inteligente. É provável que traga mudanças ainda mais profundas.</p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size" id="como-sera-essa-4-revolucao-industrial">Como será essa 4ª Revolução Industrial?</h2>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Acontecerá quando falarmos com computadores como falamos com pessoas e os computadores começarem a tratar de partes da nossa vida por nós, como fazer compras ou arrumar a casa.<br>Quando aconteceu a revolução industrial e começámos a construir arranha-céus, linhas de caminhos-de-ferro, aeroportos e aviões, mudámos a natureza do planeta.<br>Agora, com estas 3.ª e 4.ª revoluções industriais, vamos fazer uma mudança ainda mais profunda.</p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size" id="que-exemplos-ve-da-tecnologia-a-suportar-a-evolucao-da-humanidade-para-o-proximo-estagio">Que exemplos vê da tecnologia a suportar a evolução da humanidade para o próximo estágio?&nbsp;</h2>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Essa é uma questão mais a longo prazo. Este ambiente em que as pessoas estão constantemente interligadas através do telemóvel é algo que vai ser cada vez mais intenso. <br>Vai afetar cada vez mais todas as áreas de atividade, desde o ensino à diversão, aos espetáculos e ao entretenimento. Todas essas áreas vão mudar muito. <br>As tecnologias irão provavelmente evoluir, embora não consigamos prever no que virão a ser.</p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size" id="qual-e-o-papel-das-emocoes">Qual é o papel das emoções?&nbsp;</h2>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>São muito importantes na espécie humana. Não estão lá por acaso, mas porque se desenvolveram no processo evolutivo, criando uma série de ações e reações no ser humano. O medo, por exemplo, leva-nos a fugir das coisas perigosas, o amor leva-nos a reproduzir. As emoções evoluíram porque dão uma vantagem competitiva ao ser humano. Há quem diga que as emoções são a maneira mais avançada de inteligência porque são as mais difíceis de automatizar.</p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-center"><em>&#8220;Embora não esteja a antecipar que um destes «assistentes» possa acordar um dia maldisposto e responda mal, parece-me razoável que se gritarmos com ele possa ter uma reação de espanto.&#8221;</em></p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size" id="e-podem-existir-nestes-sistemas-computacionais">E podem existir nestes sistemas computacionais?&nbsp;</h2>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Neste momento, tendemos a não associar emoções aos sistemas computacionais. No entanto, já existem muitos sistemas capazes de detetar as emoções das pessoas. <br>À medida que queremos melhorar a interface destes sistemas, é natural que eles possam ter reações e emoções básicas. Por exemplo: “percebo que está cansado” ou “percebo que está aborrecido”.<br>O segundo passo é empatizar com essas emoções. Não estou a antecipar que um destes assistentes possa acordar um dia maldisposto e responder mal. Isso não me parece razoável. Mas parece-me razoável que, se gritarmos com ele, possa ter uma reação de espanto. Isso tornaria a interação mais natural.</p>



<p>Seria estranho ter um sistema que, para quase todos os efeitos, é humano, mas depois não se aborrece, não se zanga e responde sempre no mesmo tom. As emoções acabarão por existir também nestes sistemas.</p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size" id="como-e-que-serao-programadas">Como é que serão programadas?&nbsp;</h2>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Os sistemas atuais aprendem por meio da interação, em vez de serem programados em detalhe, e muitos poderão ser treinados para exibir emoções que facilitem a interação humana. <br>Frequentemente, as emoções estão do lado da pessoa que percebe a emoção. Por exemplo: os animais não falam, não sabemos o que pensam, mas é muito fácil atribuir-lhes emoções (zangado, com fome).<br>Embora as emoções sejam percebidas pela pessoa que as observa, experiências mostram que robôs podem ser treinados para se relacionar com humanos de forma semelhante aos animais, levando as pessoas a atribuírem emoções aos robôs e a empatizarem com eles. Acredita-se que esses sistemas terão emoções mais controladas e menos variáveis do que as dos seres humanos.</p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size" id="seremos-parceiros-ou-rivais-dos-sistemas-computacionais">Seremos parceiros ou rivais dos sistemas computacionais?&nbsp;</h2>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Espero que sejamos parceiros. Não faz sentido sermos rivais. Se chegarmos a essa situação quer dizer que fizemos alguma coisa errada. Mas não é impossível que ao projetarmos os&nbsp;sistemas lhes coloquemos objetivos que estão em conflito com os nossos próprios objetivos. Por exemplo, podemos pedir a um sistema que evite o aquecimento global, mas a melhor maneira de o evitar é andarmos a pé e, aí, pode haver conflito de objetivos. Espero que, quando se projetarem sistemas muito complexos, fique garantido que os interesses da humanidade são sempre os primeiros.</p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size" id="que-exemplos-ve-desse-alinhamento-de-objetivos">Que exemplos vê desse alinhamento de objetivos?&nbsp;</h2>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Nos carros autónomos deve colocar-se como máxima prioridade a<a href="https://sabcomunicar.pt/para-onde-esta-a-olhar/" data-type="post" data-id="664"> salvaguarda das vidas humanas</a>, embora seja necessário fazer opções. Aí temos de garantir que há alinhamento. Imagine um carro de 100 mil euros, programado para evitar destruir-se. Pode ter que decidir entre destruir-se numa ravina, ou atropelar uma pessoa. Essas decisões têm de ser tomadas. <br>Estes problemas também existem quando somos condutores, só que nós não temos normalmente tempo e as reações são instintivas. Os computadores, como são muito mais rápidos, vão quase sempre ter possibilidade de decidir e conseguem fazer a escolha de atropelar ou não uma pessoa. Temos de garantir que as decisões que são tomadas pelo computador estão alinhadas com os interesses e os valores humanos.</p>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size" id="porque-este-tema-interessa-as-empresas">Por que este tema interessa às empresas?</h2>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>A evolução dos computadores e da inteligência artificial não é apenas um tema tecnológico. Também muda a forma como trabalhamos, comunicamos, aprendemos e tomamos decisões. Para as empresas, isto reforça a importância da formação, da adaptação e de uma <a href="https://sabcomunicar.pt/empresas/" data-type="page" data-id="28">comunicação clara em contextos de mudança</a>.</p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>(excerto de entrevista publicada na revista&nbsp;<em>Tecnologia &amp; Qualidade 5</em>, do <a href="https://www.isq.pt/noticias/revista/" target="_blank" data-type="link" data-id="https://www.isq.pt/noticias/revista/" rel="noreferrer noopener">ISQ</a> em janeiro 2018)</p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://sabcomunicar.pt/wp-content/uploads/1521057813490-1024x683.jpg" alt="Computadores" class="wp-image-1203" style="width:477px;height:auto" srcset="https://sabcomunicar.pt/wp-content/uploads/1521057813490-1024x683.jpg 1024w, https://sabcomunicar.pt/wp-content/uploads/1521057813490-300x200.jpg 300w, https://sabcomunicar.pt/wp-content/uploads/1521057813490-768x512.jpg 768w, https://sabcomunicar.pt/wp-content/uploads/1521057813490-1536x1024.jpg 1536w, https://sabcomunicar.pt/wp-content/uploads/1521057813490-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>


<div class="wp-block-post-author"><div class="wp-block-post-author__avatar"><img alt='' src='https://secure.gravatar.com/avatar/5c07a9a9a604bbf4c39e46214610c378bc1aeb317899868122d9c44ebe3dba90?s=48&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/5c07a9a9a604bbf4c39e46214610c378bc1aeb317899868122d9c44ebe3dba90?s=96&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-48 photo' height='48' width='48' /></div><div class="wp-block-post-author__content"><p class="wp-block-post-author__name">Sofia Almeida Bernardo</p></div></div>

<div class="wp-block-post-date__modified-date wp-block-post-date"><time datetime="2026-04-27T22:59:59+00:00">27/04/2026</time></div>


<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Para onde está a olhar? Viés de sobrevivência</title>
		<link>https://sabcomunicar.pt/para-onde-esta-a-olhar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Almeida Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 11:29:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira]]></category>
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					<description><![CDATA[O viés de sobrevivência nas decisões de comunicação e negócios O viés de sobrevivência mostra como podemos tomar más decisões quando olhamos apenas para os casos que chegaram ao fim. Na comunicação e nos negócios, isso acontece quando analisamos só clientes ganhos, propostas aceites ou projetos bem-sucedidos. Talvez Hitler tivesse pensado num plano B, se [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading" id="o-vies-de-sobrevivencia-nas-decisoes-de-comunicacao-e-negocios">O viés de sobrevivência nas decisões de comunicação e negócios</h2>



<div style="height:40px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>O viés de sobrevivência mostra como podemos tomar más decisões quando olhamos apenas para os casos que chegaram ao fim. Na comunicação e nos negócios, isso acontece quando analisamos só clientes ganhos, propostas aceites ou projetos bem-sucedidos.</p>



<div style="height:40px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-rank-math-toc-block" id="rank-math-toc"><h3>Neste artigo</h3><nav><div><div class=""><a href="#o-vies-de-sobrevivencia-nas-decisoes-de-comunicacao-e-negocios">O viés de sobrevivência nas decisões de comunicação e negócios</a><div><div class=""><a href="#o-problema">O problema do viés de sobrevivência</a></div><div class=""><a href="#a-solucao">A solução de Abraham Wald</a></div><div class=""><a href="#vies-de-sobrevivencia">Como aplicar o viés de sobrevivência à comunicação</a></div></div></div><div class=""><a href="#perguntas-para-identificar-o-vies-de-sobrevivencia">Perguntas para identificar o viés de sobrevivência</a></div></div></nav></div>



<div style="height:40px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Talvez Hitler tivesse pensado num plano B, se soubesse o que Wald ia descobrir mais tarde.</p>



<div style="height:40px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Filho de um padeiro e neto de um rabino, <a href="https://www.ams.org/publicoutreach/feature-column/fc-2016-06" data-type="link" data-id="https://www.ams.org/publicoutreach/feature-column/fc-2016-06" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Abraham Wald</a> estudou matemática em Viena, onde foi investigador. Com a ocupação alemã e um novo diretor nazi, emigrar tornou-se inevitável.</p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Em Nova Iorque integrou um grupo de pesquisa estatística secreto que contribuía para o esforço de guerra. A contribuição do grupo era feita em &#8220;equações&#8221;.</p>



<div style="height:40px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h3 class="wp-block-heading" id="o-problema">O problema do viés de sobrevivência</h3>



<div style="height:40px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Naquele dia receberam um pedido dos militares. Precisavam blindar os aviões contra os caças do inimigo. Pensaram que uma equação matemática poderia encontrar o ponto certo.</p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Mostraram aviões regressados de missões, cobertos de furos de balas nalgumas zonas. A distribuição desses furos não era uniforme. Havia muitos furos nas asas e quase nenhum no motor. A lógica era então blindar mais a zona atingida, certo?</p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>A blindagem torna os aviões pesados. Os aviões pesados são mais difíceis de pilotar e gastam mais combustível.</p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-left"><em>Blindar de mais é mau. Blindar de menos também é mau. Como podiam tomar a melhor decisão?</em></p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="701" src="https://sabcomunicar.pt/wp-content/uploads/1595585792931-1024x701.jpg" alt="viés de sobrevivência" class="wp-image-1207" style="width:510px;height:auto" srcset="https://sabcomunicar.pt/wp-content/uploads/1595585792931-1024x701.jpg 1024w, https://sabcomunicar.pt/wp-content/uploads/1595585792931-300x205.jpg 300w, https://sabcomunicar.pt/wp-content/uploads/1595585792931-768x526.jpg 768w, https://sabcomunicar.pt/wp-content/uploads/1595585792931-1536x1052.jpg 1536w, https://sabcomunicar.pt/wp-content/uploads/1595585792931-2048x1402.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<div style="height:40px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h3 class="wp-block-heading" id="a-solucao">A solução de Abraham Wald</h3>



<div style="height:40px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Wald discordou. O reforço para blindar o avião devia ser onde não havia furos.</p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>“Onde estavam os furos de bala que faltavam? Estavam nos aviões que faltavam.” O motivo porque os aviões voltavam com poucos furos de balas no motor, era simples: os que tinham sido muito atingidos no motor simplesmente não voltavam.</p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>E reforçaram a blindagem no motor. Como é que Wald viu o que os outros não viram?</p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Porque os outros partiram de um pressuposto: os aviões que voltavam eram uma amostra aleatória de todos os que cumpriam missões. Para um matemático o problema do furo de bala é visto como um fenómeno a que se chama “<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Vi%C3%A9s_de_sobreviv%C3%AAncia" target="_blank" data-type="link" data-id="https://pt.wikipedia.org/wiki/Vi%C3%A9s_de_sobreviv%C3%AAncia" rel="noreferrer noopener">viés de sobrevivência</a>” (uma visão distorcida na observação e análise dos factos identificados).</p>



<div style="height:40px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h3 class="wp-block-heading" id="vies-de-sobrevivencia">Como aplicar o viés de sobrevivência à comunicação</h3>



<div style="height:40px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><em>Q</em>uando queremos <a href="https://sabcomunicar.pt/empresas/" data-type="page" data-id="28">desenvolver um projeto, uma marca, um serviço</a>, é comum estudar-se o perfil que se está a atrair, o público que se conquistou, E estudar os que não ficam? Que informação nos pode dar?</p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Quantas ideias foram arrumadas porque não funcionaram logo? Que critérios usámos para concluir que não funcionaram?</p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>É importante ver o que corre bem, focarmo-nos nos clientes que atraímos, nos projetos onde fomos bem-sucedidos. E é igualmente importante fazer as perguntas que nos ajudam a ver o nosso viés de sobrevivência.</p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Sempre que envio uma proposta peço uma resposta. Pode vir algum tempo depois, mas preciso saber se já decidiram e, se a opção foi outra, qual o principal motivo. 90% das vezes consigo. Todas as respostas me ajudam a situar e saber onde tenho que reforçar a blindagem. Isto exige organização, resiliência e muito foco. É fácil deixar esquecido no fundo de tudo.</p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Mesmo no passado, em <a href="https://sabcomunicar.pt/pessoas/" data-type="page" data-id="399">processos de recrutamento</a> pedi sempre feedback, para saber se a escolha foi financeira, experiência, formação ou outra. E o que recebi foi sempre útil para me situar e orientar a estratégia que tinha.</p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://sabcomunicar.pt/wp-content/uploads/1595530061905-1024x682.jpg" alt="Abraham Wald e viés de sobrevivência" class="wp-image-1206" style="width:494px;height:auto" srcset="https://sabcomunicar.pt/wp-content/uploads/1595530061905-1024x682.jpg 1024w, https://sabcomunicar.pt/wp-content/uploads/1595530061905-300x200.jpg 300w, https://sabcomunicar.pt/wp-content/uploads/1595530061905-768x512.jpg 768w, https://sabcomunicar.pt/wp-content/uploads/1595530061905-1536x1023.jpg 1536w, https://sabcomunicar.pt/wp-content/uploads/1595530061905-2048x1364.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



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<p>É comum olharmos para o que funcionou. Em fases como esta que vivemos é importante perceber se com outra &#8220;blindagem&#8221; outras coisas podiam ter funcionado.</p>



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<p>O que é que conseguiu aprender com o que não funcionou? Está a focar-se nas pessoas certas? A estratégia está orientada para si ou para o público que procura? A si parece-lhe claro, mas para os outros a <a href="https://sabcomunicar.pt/empresas/" data-type="page" data-id="28">mensagem está igualmente fácil de entender</a>?</p>



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<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size" id="perguntas-para-identificar-o-vies-de-sobrevivencia">Perguntas para identificar o viés de sobrevivência</h2>



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<p>Antes de concluir que uma ideia não funciona, vale a pena perguntar: que dados ficaram de fora? Que pessoas não responderam? Que propostas não avançaram? Que clientes não regressaram?<br>O viés de sobrevivência não serve apenas para analisar aviões, números ou estatísticas. Também ajuda a perceber onde a comunicação pode estar a falhar e que sinais continuam invisíveis porque não chegam até nós.</p>



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<p>Agora que muitas das coisas que &#8220;funcionavam&#8221; deixaram de &#8220;poder funcionar&#8221;, para onde está a olhar?</p>



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<div class="wp-block-post-author"><div class="wp-block-post-author__avatar"><img alt='' src='https://secure.gravatar.com/avatar/5c07a9a9a604bbf4c39e46214610c378bc1aeb317899868122d9c44ebe3dba90?s=48&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/5c07a9a9a604bbf4c39e46214610c378bc1aeb317899868122d9c44ebe3dba90?s=96&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-48 photo' height='48' width='48' /></div><div class="wp-block-post-author__content"><p class="wp-block-post-author__name">Sofia Almeida Bernardo</p></div></div>

<div class="wp-block-post-date__modified-date wp-block-post-date"><time datetime="2026-04-27T22:59:21+00:00">27/04/2026</time></div>


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